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Professor João de Camargo

Era uma vez um professor que tinha um ideal: o de proporcionar um Imenso Bem à juventude,muito além das matérias do currículo escolar; um Bem composto de ingredientes tais que todos os estudantes pudessem desfrutá-lo como Bem de Valor Permanente.
Assim pensando, adquiriu a Mansão da Rua dos Muros, hoje Solar Del Rey, para ali estabelecer a Escola Brasileira de Paquetá, uma colônia de férias. Esta Escola funcionava também no prédio da atual Escola Pedro Bruno.
Os dados a seguir colhemos no livro O solar Del Rey de Augusto Maurício:, pg. 56 e seguintes:
"........... em 1928, o velho casarão estava transformado em ‘sórdida estalagem, abrigando gente de toda a casta, que quase o converteu em ruínas.
Nessa ocasião, indo de visita a Paquetá o Professor João de Camargo, então diretor do Ginásio Pio-Americano e observando o estado lastimável em que se achava reduzida aquela preciosa relíquia do passado, propôs-se a adquirir o imóvel, o que conseguiu, para em seguida repará-lo.
Terminadas as obras, o Professor João de Camargo fundava ali a Colônia de Férias-Escola de Saúde, a que deu a denominação de Escola Brasileira, à semelhança de outros estabelecimentos congêneres, também de sua fundação, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro e na Cidade de Teresópolis. A esse empreendimento deu João de Camargo o máximo de suas energias e dos seus cuidados. Pretendia organizar uma escola modelo, uma verdadeira colônia de férias, na significação própria do termo.
O Professor João de Camargo foi durante toda a vida um dedicado à edu cação infantil. Na Escola Brasileira de Paquetá os alunos aprendiam a amar a Pátria, pois esse sentimento lhes era despertado, exaltado mesmo através de preleções ilustradas e por formas capazes de gravar na memória dos educandos as grandes data do país e os gloriosos feitos de seus filhos."
Assim é que a Escola Brasileira de Paquetá recebia meninos e meninas, com os quais desenvolvia um programa de desenvolvimento intelectual e físico a partir de um método exclusivo: compreendia alimentação de primeira qualidade, acomodações higiênicas e confortáveis cercadas de um ambiente altamente incentivador. Havia ainda um ingrediente: o imenso amor e competência que o corpo de professores dedicava aos alunos. O dia começava com o hasteamento da Bandeira Brasileira. Seguia-se um programa de atividades diversas, compreendendo caminhadas pela Ilha, prática de esportes, exercícios de expressão corporal com os quais os alunos formavam as mais diversas figuras.
A Escola Brasileira foi um dos mais belos exemplos que a Ilha de Paquetá deu ao mundo.
A Academia de Artes, Ciências e Letras da Ilha de Paquetá imortalizou o excelso mestre João de Camargo, consagrando-o Patrono da Cadeira nº 16.