Projeto Pró

Projeto Pró-Memória da Ilha de Paquetá

Jacques Azicoff

Jacques Azicoff, nascido a 24 de junho de 1946 na Cidade do Rio de Janeiro, é paquetaense de coração. 

Casado com Denise Fernandes Gomes. 

Filhos: Fernando Luiz, Felipe Daniel e Rafael.

Formado em Direito pela Faculdade Cândido Mendes. 1970. Cursos de Jornalismo, Administração de Empresas e Gerência de Marketing, PUC-RJ.

Empresário, Diretor da Millenium Informática Treinamento em Computadores.

Diretor do Projeto Pró-Memória da Ilha de Paquetá.

Membro Fundador da Academia de Artes, Ciências e Letras da Ilha de Paquetá. Foi seu primeiro Vice-Presidente. É Dignitário da Cadeira Patronímica nº 22, consagrada ao Imortal João da Silva Pinheiro Freire.

Pelas atividades em benefício da comunidade paquetaense, recebeu Moção de Congratulações da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em agosto de 1998.

Realizações:

- Edição gratuita de informativos comunitários: 

FOLHA DO SOLAR, da Biblioteca Popular de Paquetá, 

MORENA da Associação de Moradores de Paquetá, 

INFORME PAQUETÁ, da XXI Região Administrativa, 

FOLHA DA MATRIZ, da Igreja Senhor Bom Jesus do Monte, 

ESTAÇÃO VIDA da Coordenadoria de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas da Prefeitura do Rio.

- Participação ativa na estruturação e fundação da Academia de Artes, Ciências e Letras da Ilha de Paquetá, trabalhando diretamente com o seu Presidente e Fundador Dr. Pedro d’Alcantara Freire Netto na elaboração dos Estatutos, Regimento Interno, Símbolo, Bandeira, Diploma e Carteira dos Acadêmicos, traduções e pesquisas históricas sobre os Patronos. Agosto de 1997.

Sou Carioca de nascimento e paquetaense de coração. Nasci a 24 de junho de 1946 num antigo sobrado da Av. Gomes Freire, área residencial do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, e cheguei à Paquetá em dezembro do mesmo ano. Desde criança senti o imenso bem que é a essência da Ilha de Paquetá, formada pela sua natureza e pelo jeito de ser de seus habitantes.

Cresci entre amigos que tenho até hoje. Jogava pelada e bola de gude, soltava pipa, equilibrava o pião da corda, apostava corrida de bicicleta, pulava ao mar do alto da Terceira - a barca da Cantareira (emocionante!...); nadava (os meninos daquela época gostavam de nadar do cais do antigo Porto dos Cachorros, onde hoje se localiza o Iate Clube, para ver quem chegava primeiro na Ponte).

Saltar ao mar do alto da barca era uma das brincadeiras preferidas e emocionantes da meninada do meu tempo. 

O "emocionante" era porque o marinheiro ou o guarda vinha correndo atrás e a gente TINHA QUE PULAR!!!!

Ainda nesta foto podemos ver, ao fundo, atrás da fumaça da lancha menor, a velha mansão do Comendador Lage, demolida posteriormente.

E o mar de Paquetá? Como eram límpidas suas águas, a ponto dos meninos se jogarem da Ponte para apanhar moedinhas atiradas pelos turistas! E as pescarias? Mamarreis e cocorocas à parte, como dava bom peixe em Paquetá!

Gostava de apanhar frutas madurinhas que naquela época eram abundantes na flora urbana da Ilha: jambo, jamelão, carambola, araçá, pitomba, abíu e, à sombra de uma árvore, juntava-se a meninada em volta de uma bacia para saborear até não poder mais!

Doce mel! Doce sabor de uma época passada, quando Paquetá era mais feliz.

Paquetá de aromas e sabores!

Até meados de1966 era comum sentir uma fragrância que os jovens de hoje nem sequer imaginam - o "cheirinho de Paquetá". O ar da Ilha tinha um perfume característico. Na memória sensitiva ainda sinto aquele cheirinho de mata, flor e passarinho. Aquele aroma que perfumava o ar puro que só tem onde há natureza exuberante mesclada com a pureza de sentimentos e amor dos habitantes pelo lugar. Era toda uma magia, todo um encantamento!

Nas manhãs e entardeceres era comum ouvir trinados de passarinhos, hoje raros na Ilha: haviam azulões, cardeais, canários, bicos de lacre, sabiás e muitas outras espécies. Muitos calaram-se, talvez numa reprovação silenciosa a tanto descaso ao meio ambiente como hoje se vê. Outras espécies de aves e de vegetação simplesmente desapareceram devido ao desmatamento das encostas - verdadeiro crime ecológico, pois trata-se de devastação de mata atlântica nativa.

Eis-me aqui, então, procurando de alguma forma tocar o coração dos jovens de hoje. Contar para eles como era Paquetá com todos seus tesouros naturais, como eram e viviam seus habitantes, suas festas tradicionais; preservar a memória histórica do lugar, fazê-los sentir, amar e preservar esse Imenso Bem.

O acervo do qual o Projeto Pró-Memória da Ilha de Paquetá é guardião e defensor é destinado a ser publicado ou exibido para o conhecimento da nossa comunidade , principalmente dos jovens. Destina-se para que lhes sirva de inspiração e caminho, para que possam mirar-se nos belos exemplos de vida, respeito e amor pela Ilha e seus habitantes, que nos deixaram os antigos paquetaenses.

Como se vê é um projeto abrangente e não tem fins lucrativos. A única paga que almeja é ver o Bem transformado numa realidade perpétua na Ilha de Paquetá.

Por tudo isso, por todas essas gratas lembranças da infância e juventude, editei este site sobre a Memória Histórica da Ilha de Paquetá, esperando sinceramente que este trabalho sirva de inspiração a todos aqueles que amam esta Ilha.

Você também pode colaborar com o Projeto Pró-Memória da Ilha de Paquetá enviando documentos e fotos antigas para publicação neste site.

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